Wikipedia, 15 anos, 10 anos.

Em 15 de janeiro, a Wikipedia comemora quinze anos de fundação. Também esse mês, um pouco depois, fará dez anos que eu criei uma conta na enciclopédia. Pensando nesse aniversário duplo,  só posso ser grato à enciclopédia virtual pelo inestimável serviço prestado à difusão livre do conhecimento e  fico muito feliz por ter colaborado, ao menos um pouco, em sua contínua construção.

Naquela época a versão em inglês da enciclopédia tinha cerca de meio milhão de artigos (hoje já tem mais de cinco milhões) e a edição em português, trinta mil (agora novecentos mil). Meio milhão de artigos parecia um número grande em 2006,  mas não englobava todos os assuntos conhecidos. Fui procurar um artigo sobre um tema relacionado ao Brasil e não tinha. Fiquei um pouco decepcionado. Mas, afinal, aquela era a enciclopédia que qualquer um pode editar, portanto eu podia escrever algo sobre o assunto, mesmo com um inglês mediano. Pesquisei um pouco e escrevi um artigo, um esboço de quatro linhas.

Qual não foi minha maravilha ver que uma semana depois, o artigo havia crescido com a colaboração de outros editores, que acrescentaram imagens e informações mais detalhadas. Senti-me realizado ao ver que minhas ações tinham importância, eram vistas e aprimoradas por gente que nem conhecia.

Durante esse período, criei pouco mais de uma centena de verbetes para as edições em inglês, português e espanhol. No começo escrevia somente na edição em inglês, visando diminuir a lacuna de informações sobre temas brasileiros por lá, mas passei a colaborar também em nossa língua.

Sabemos que a Wikipedia possui muitas falhas, como páginas sujeitas a vandalismo, editores pagos por empresas para maquiar informações consideradas embaraçosas, embora factuais, sobre seus clientes, e a imensa desigualdade de gênero, com a pouca participação de mulheres na edição e o tratamento hostil de certos editores contra elas (problemas esses que pouco a pouco estão sendo enfrentados e, espero, resolvidos),  mas ainda acredito que seja o melhor projeto da internet  uma iniciativa  aberta, gratuita, sem fins lucrativos e com potencial para agregar todo o conhecimento humano.

As universidades, que antes desdenhavam uma enciclopédia escrita por amadores estão deixando a desconfiança  e colaborando com ela.  Além delas, galerias, bibliotecas, arquivos e museus (conhecidos pela sigla em inglês GLAM) estão digitalizando coleções de seus acervos sob licença livre para uso da enciclopédia e projetos-irmãos (Wikcionário, Wikisource, Wikimedia Commons, etc.) A Wikipédia tem como um de seus pilares a verificabilidade das informações, portanto ela só é tão boa quanto as fontes pesquisadas para escrevê-la, assim como qualquer texto científico.

Há dias, quando uso a internet, que não entro no Facebook. Tem dias que não acesso nem mesmo o meu e-mail, mas não há um dia sem que eu entre na Wikipedia. Não consegui enjoar de colaborar com ela. Talvez um dia, mas ainda não. Portanto, continuarei editando sempre que puder.

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Concisão x prolixidade

Relendo os posts que escrevi aqui, notei uma característica: eles são curtos. Acho que nenhum deles chega a quinhentas palavras. E isso me deixa um pouco preocupado.

Gosto de ser conciso e tento evitar informações redundantes. Por outro lado, sempre acho que poderia ter dito mais sobre algum tema, mas não consigo desenvolver os textos além dos limites do que já disse. A impressão é sempre de que eles saem “preguiçosos”.

Tudo bem que a maioria das pessoas não tem tempo de ler algo muito longo, ainda mais na internet, mas eu gostaria de ser capaz de desenvolver algo mais consistente. Geralmente, o problema de quem escreve  é “enxugar” o texto, cortar o supérfluo. Comigo é o contrário.

Bom, isso só se resolve praticando e escrevendo textos interessantes. Servir sempre até servir bem, como coloquei no lema do blog ( é uma inversão do “servimos bem para servir sempre”, de padarias e outras lojas.)

E é isso o que eu tenho para dizer.

Pfff, esse texto saiu curto também.

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Elogio à biblioteca pública

Apesar de gostar muito de ler, não compro muitos livros. Prefiro pegá-los emprestados na biblioteca pública.

Bibliotecas são um dos serviços públicos que considero essenciais na sociedade; elas têm um papel importantíssimo na difusão cultural e na democratização do conhecimento. Basta um comprovante de residência e um documento de identidade para se cadastrar e poder retirar as obras que quiser. E o melhor de tudo: se não gostar do livro que você pegou, é só devolver, sem risco de ter comprado um livro ruim e ficar com o prejuízo.

A biblioteca do bairro em que eu morava em São Paulo ficava longe dos lugares que frequentava na vizinhança, era bem fora de mão. Nunca fui lá; ia mesmo à biblioteca da escola. Aliás, há um déficit de bibliotecas na cidade. Isso precisa ser resolvido com urgência.

Quando me mudei para uma cidade do interior, passei a frequentar a biblioteca municipal que fica no centro, de localização mais fácil. O acervo dela não é ruim,recebe doações anualmente, e dá para encontrar tanto os clássicos quanto obras mais recentes. Mesmo na faculdade, em Bauru, eu ia sempre à biblioteca municipal para buscar obras de literatura sem relação com o curso.

Acho que, onde quer que eu vá ou more no futuro, irei me cadastrar na biblioteca pública do lugar.

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Assistir a um filme clássico pela primeira vez, especialmente um que foi tantas vezes citado e referenciado em outras mídias, com frases e cenas que se tornaram lugares-comuns, enfraquece a experiência de assistí-lo?  Depende do filme.

Se a história é bem construída, a atuação é convincente e o andamento das cenas faz com que os momentos e frases célebres tenham o devido impacto, então a experiência não é enfraquecida; o filme é maior do que a soma de suas partes e comprova sua qualidade. Isso, claro, é subjetivo, mas falo de experiência pessoal.

Foi o que senti ao ver filmes como Casablanca, O Iluminado e a trilogia IV-VI de Guerra nas Estrelas há pouco tempo: mesmo conhecendo o enredo de antemão, é o ritmo do filme, os detalhes e pequenas surpresas que tornaram as sessões interessantes.

Não se trata de spoiler, mas sim de “osmose da cultura pop”.  Não há como não esbarrar numa referência ou paródia do filme.

 

 

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Brave Fencer Musashi

Mesmo não sendo um dos sucessos da época, ficando à sombra de Final Fantasy VII e VIII, Brave Fencer Musashi foi um dos jogos mais empolgantes e divertidos do Playstation. Lançado em 1998 pela Square Soft, o game é uma interpretação bem livre do espadachim da História japonesa; aqui ele é um garoto herói invocado magicamente por uma princesa de um reino ameaçado por um império maligno.

O clima de aventura de Musashi é o ponto forte do jogo, com muitos ambientes a explorar na busca pelos Crests dos cinco elementos e dos aldeões do reino aprisionados em cristais. A trilha sonora é envolvente e adequada aos lugares e momentos da história,  as habilidades das duas espadas Fusion (que absorve as técnicas dos inimigos, como o Mega Man) e Lumina (que usa os poderes dos Crests) são bem variadas e a dublagem é bem competente, com vozes que  combinam  com os personagens.

Mas há um porém que fez com que a experiência de Musashi não fosse tão boa: o jogo travou bem antes do chefão final quando meu irmão estava jogando (era uma cópia pirata, como a maioria dos games do Play na época). Foi bem frustrante. Não vou procurar o final do jogo no Youtube;  prefiro jogar do começo se tiver a oportunidade.

O jogo teve uma espécie de sequência para Playstation 2, mas não me interessei muito.

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Apenas Um Show

Apenas um Show (Regular Show), do Cartoon Network, é meu novo desenho animado favorito.  As peripécias de Mordecai, o gaio azul e Rigby, o guaxinim/quati,  zeladores de um parque municipal que preferem distrair-se por qualquer motivo a trabalhar são absurdas e de um humor sagaz, com doses de nostalgia dos anos 80 na trilha sonora e nas referências a filmes e a videogames da época. Os coadjuvantes também são hilários (como o  velho-criança Pairulito e Saltitão, o gorila albino xamânico) .

A série foi criada por JG Quintel, em 2008, no projeto Cartoonstitute, uma mostra de novos animadores que poderiam ter um de seus episódios-piloto escolhido para tornar-se uma série animada no Cartoon. Seu projeto foi aprovado e a o programa estreou em 2010 nos EUA.  Quintel baseou a série em sua própria experiência com pequenos empregos na adolescência, aproveitando personagens de dois curtas-metragens feitos por ele na faculdade CalArts (“The Naive Man from Lolliland” e “2 in the AM/PM“) .

O desenho é herdeiro legítimo da linhagem Hanna-Barbera de “animais humanizados  enganando uma figura autoritária incompetente”.  A relação de Mordecai e Rigby tentando burlar a marcação do patrão Benson não é muito diferente de Zé Colmeia e Catatau enganando o Ranger Smith, nem da  relação entre a turma do Manda-Chuva e o Guarda Belo.

Mas bem menos ingênua, mais “cool”.

“OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOH!”

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Street Fighter EX Plus Alpha( de 1997) pode não ter sido o mais marcante da série…

…mas não neguem que a trilha sonora era espetacular.

Como a música da fase do Cracker Jack. Violão espanhol solto no pedaço…

…Ou o jazz fusion da fase do Guile (pode não combinar com tudo como a música do Street Fighter II, mas é muito boa ainda assim.)

E o tema da Sakura (cantado por uma J-Pop idol  ficaria melhor).

Essas são as minhas favoritas. Se vocês têm outras, coloquem nos comentários.

(Desculpem a falta de posts. Preciso escrever mais por aqui.)

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